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by Jonatas Onofre

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credits

released December 27, 2016

Janelas Fechadas [letra e música: Jonatas Onofre e Carlos Nascimento]
Nunca na Brisa [letra: Jonatas Onofre / música: Carlos Nascimento]
Billie [letra e música: Jonatas Onofre]
Pedra de Esquina [letra e música: Jonatas Onofre]
Olhos Brancos(excerto) [letra: Carlos Nascimento / música: Jonatas Onofre]

Voz e teclado [Jonatas Onofre]
Violão [Carlos Nascimento]
Guitarra [Lifeson Bandeira]
Violão [Demétrio Aquiles]

Gravado em Recife-PE e Aldeia-PE entre os verões de 2014 e 2015

Esse disco é de Zizo

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Jonatas Onofre Igarassu, Brazil

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Track Name: janelas fechadas
janelas fechadas para o sol
nas lentes escuras
toda sombra jaz
casa vazia e um corpo nu
percorrendo a madrugada
medo na esquina
sangue na calçada
um dia após o outro
como passos na escada
um olhar dentro do jogo
ovelhas na estrada
e o leite derramado
banhando o morto
Track Name: nunca na brisa
vou entrar no mar
procurar você
minha raiz insana
não cansa de acender
essa vontade estranha
de afogar teu nome
com fúria e com fome

mesmo que na terra firme
os loucos não convençam
e sumam na fumaça
nunca na brisa
não olhe nos meus olhos,
não ou será muito tarde
nesse feriado de sol
eu sei que você não quer
correr perigo
as ondas dizem muito
eu permaneço mudo
uma maresia sem sal
esconde meu desejo

mas não consigo nem quero
mas não consigo nem quero
sossego, nunca na brisa
sossego, nunca na brisa
Track Name: billie
da funda noite
acossada em teus olhos,
das rotações mornas
que ela descreve
ao tatuar-se em sons
do santo dia que ela
ensombra
eu nunca sei encontrar
(só) palavra
Track Name: pedra de esquina
hoje a cidade despertou
e eu não consegui ler os jornais
sob as sirenes da manhã
resolvi queimá-los no quintal
como se eu pudesse me esquivar
como se fugir fosse melhor
e fechando os olhos para dor
apagasse da pele seu ardor

hoje mais um dia tão normal
nas calçadas uma fome a mais
nas esquinas sempre o mesmo fim
nos sinais ainda a mesma cor
uma multidão caminha só
tantos rostos quase sem feição
máquinas marchando sob o sol
e eu sou mais um na contramão

no meio do caminho
tem uma pedra de esquina
que pena que os homens
não conseguem enxergar
no meio dessa lama uma porta,
água viva e arde nos meus olhos
a vontade de recomeçar